Author Topic: Extraordinrio texto de D. Tisser de Mallerais  (Read 359 times)

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Offline Centroamerica

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Extraordinrio texto de D. Tisser de Mallerais
« on: July 05, 2014, 03:57:49 PM »
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  • OS MÉTODOS PELOS QUAIS A IGREJA CONCILIAR SUBSISTE

    Do site do Mosteiro da Santa Cruz

    A Igreja conciliar, que está destinada a se auto demolir, faz um grande esforço para subsistir.  Em que consiste a sua tenacidade? Consiste em que a sua hierarquia usa de todo o poder da hierarquia católica que ocupa, detém e desvia.
    Desde a instauração da missa de Paulo VI, essa hierarquia perseguiu continuamente os sacerdotes fieis à Missa verdadeira, ao catecismo verdadeiro, à verdadeira disciplina sacramental, e também perseguiu os religiosos fieis à sua Regra e a seus votos. Vários são os sacerdotes que morreram de desgosto por dever, por obediência, acreditavam eles, adotar os novos ritos e usos. Vários também foram aqueles que morreram no ostracismo, pressionados canônica e psicologicamente, porém felizes em dar um testemunho inflexível do rito católico, da fé íntegra e de Cristo-Rei. As ameaças, o medo, as censuras e outras punições não os abalaram. Contudo, é triste constatar quantos são aqueles que cederam a esses métodos de violência, à chantagem da « desobediência » e da destituição exercida por seus superiores.
    E nisso colocamos o dedo na ferida da malícia liberal desses superiores: Não se diz, com toda razão, que não há ninguém mais sectário do que um liberal? Não tendo princípios para fazer com que a ordem reine, fazem com que reine um regime de submissão pelo terror.
    A malícia da hierarquia conciliar é rematada pelo uso que faz da mentira e do equívoco. Assim, o Motu Proprio do Papa Bento XVI, ao ter dito que a Missa tradicional nunca tinha sido suprimida e que sua celebração é livre, amarrou essa liberdade a algumas condições que lhe são contrárias, chegando até ao cúmulo de chamar a Missa autêntica e a sua falsificação modernista, respectivamente, de «forma extraordinária e forma ordinária de um mesmo rito romano»....
    A mentira prossegue com o pretenso «levantamento» das excomunhões, nas quais supostamente incorreram os quatro bispos sagrados por Sua Excelência Dom Marcel Lefebvre em 1988, como se elas tivessem acontecido validamente.
    Todavia, por impressionante contraste, a hierarquia conciliar nunca foi capaz de fazer com que o quinto mandamento de Deus – Não matarás – fosse respeitado. Os bispos já quase não o ensinam, e com isso, os países outrora católicos são aqueles mesmos onde o aborto está mais em voga.
    A encíclica Humanae vitae, do Papa Paulo VI, foi quase ocultada pelos Bispos, acarretando o uso frequente da pílula anticoncepcional pela maioria das moças e das mulheres católicas. Os costumes imundos do mundo atual são apenas o transbordamento do vício ao qual a hierarquia conciliar não soube opor nenhum obstáculo.
    Essa Igreja conciliar atrai para sua pseudocomunhão uma massa de cristãos que, na realidade, vivem no pecado e no paganismo prático.

    Não pertencer à Igreja conciliar é uma graça de Deus e um testemunho providencial.
    Bem-aventurados aqueles que não estão nessa «comunhão de profanos», que providencialmente são excluídos ou ameaçados de serem excluídos! Feliz marginalização e feliz abandono! A vocação da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, desde sua fundação pela Igreja Católica, em 1970, e do decreto romano de louvor que a honrou em 1971, nunca foi a de receber as bênçãos e os reconhecimentos dessa Igreja conciliar! Era, sem dúvida, necessário que essa sociedade sacerdotal, com toda a família da Tradição, fosse como a tocha acesa, a qual não se coloca debaixo do alqueire conciliar; mas sim sobre o candeeiro mais visível, a fim de que ilumine a todos aqueles que estão na casa de Deus. Era provavelmente preferível, segundo os caminhos da Providência, que essa parte sã da Igreja Católica, tendo se tornado, como o Divino Mestre, pedra de escândalo, pedra rejeitada pelos construtores da «dissociedade» eclesial conciliar, se tornasse a pedra angular da catedral católica indestrutível. Nosso testemunho inflexível em relação à verdadeira Igreja de Cristo, ao sacerdócio e à Realeza do Cristo Sacerdote e Rei exige, com certeza, da parte da Igreja conciliar, a exclusão e o ostracismo pronunciados contra nós e contra o que nós representamos. Mas, como São José indo para o seu exílio egípcio carregava o Menino Jesus e Sua Santíssima Mãe, que constituíam o germe da Igreja Católica, assim, em seu exílio, a família da Tradição carrega em si a Igreja Católica, sem ter, com certeza, a exclusividade dessa gloriosa função - mas tendo dela a medula e o coração, a integridade e a incorruptibilidade. Portanto, essa família carrega também em si o Pontífice Romano; nela, o sucessor de Pedro conseguirá se libertar, um dia, do longo cativeiro, e sairá de todas as suas ilusões, para proclamar como antes fez o primeiro Papa, em Cesaréia de Filipe, ao seu Mestre: “Tu es Christus, Filius Dei vivi!” (Mt 16,16).
    Assim sendo, se somos complicados, lamentaremos estar privados da comunhão conciliar ou de sua aparência de comunhão eclesial, e estaremos sem cessar inquietos e infelizes, em busca de uma solução. Se, ao contrário, tivermos uma fé e simplicidade de criança, procuraremos simplesmente qual é o testemunho que devemos dar da fé católica. E o encontraremos: é, primeiro, o testemunho de nossa existência, de nossa permanência, de nossa estabilidade, junto com o de nossa profissão de fé católica íntegra e o de nossa rejeição dos erros e das reformas conciliares. Um testemunho é sempre absoluto. Se dou testemunho da Missa católica, do Cristo-Rei, é necessário que eu me abstenha das Missas e das doutrinas conciliares. É como o dilema do oferecimento do grãozinho de incenso aos ídolos, pedido aos réus católicos pelos tribunais pagãos: é um único grão ou absolutamente nenhum. Então, para nós, «é absolutamente nenhum»! E, depois, esse testemunho é também sofrer a perseguição - é normal que venha da parte dos inimigos dessa fé íntegra, que desejam derrotar nossa oposição radical à nova religião. E digo sofrer, mas sofrer tanto tempo quanto Deus permita que eles perseverem nos seus desígnios maliciosos! Não foi Deus mesmo quem colocou essa inimizade entre a descendência do demônio e os filhos de Maria? Inimicitasponam! (Gn 3,15).
    Portanto, quando, no recolhimento da oração, percebemos essa vocação própria que é a nossa, adaptada por Deus à atual crise, consentimos em perfeita retidão e em grande paz: retidão incapaz de ter qualquer cumplicidade com o inimigo; paz sem amargura. Corremos até essa vocação, nós nos lançamos nela e dizemos, como Santa Teresinha do Menino Jesus: «Na Igreja minha Mãe, encontrei a minha vocação!» E pedimos a essa santa magnânima: «Obtende-nos a graça de ter dentro da Igreja e para a Igreja uma alma de mártir ou, pelo menos, de confessor da Fé»!
    Dom Bernard Tissier de Mallerais,  FSSPX
    Artigo editado em « Le Sel de la Terre » Eté 2013 »
    We conclude logically that religion can give an efficacious and truly realistic answer to the great modern problems only if it is a religion that is profoundly lived, not simply a superficial and cheap religion made up of some vocal prayers and some ceremonies...

     

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