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Author Topic: Quando obedecer eh Rebeldia  (Read 6753 times)

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Offline Centroamerica

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Quando obedecer eh Rebeldia
« on: July 14, 2014, 07:29:45 PM »
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  • Quando Obedecer é Rebeldia
    PUBLICADO EM MAI 22, 2011 EM ESCRITOS E CONFERÊNCIAS, ESPECIAL CAMPOS, TODOS OS ARTIGOS DO SITE, TRADIÇÃO X VATICANO II

    Será que faltamos à obediência prometida na ordenação ou é D. Luciano que nos quer impor uma obediência que não é conforme aos ensinamentos da Igreja?
    O grande São Bernardo ensina: “Aquele que faz um erro porque lhe mandam, faz menos um ato de obediência que de rebeldia. Faz uma inversão das coisas: deixa de obedecer a Deus, para obedecer aos homens”. (Cf. Oeuvr Completes de S. Bernard, Charpentier, Tomo I, Episto VII).
    No “Jornal do Brasil” de 26/09/83, pg. 9, sob o título “A rebelião dos que prometeram obedecer”, D. Luciano Cabral Duarte, Arcebispo de Aracaju, invectiva incisivamente os 25 padres tradicionalistas de Campos.
    I – O arrazoado de D. Luciano vem recheado de invectivas pessoais. Para ele, somos “pretensos defensores da doutrina da Igreja”; atingimos o ponto extremo da “insensibilidade católica”, temos a “pretensão inaudita” de possuir “o monopólio da verdade católica”. Enfim, nós nos emparedamos no “fanatismo”, na “ideologização” como “na torre de marfim” da cegueira e do orgulho, erigindo-nos em donos, regra e medida da verdade.
    Se D. Luciano, em vez de, no caso, seguir o exemplo da CNBB, procurasse ouvir-nos antes de nos julgar, queremos crer que sua opinião a nosso respeito seria outra. De fato, tomamos nós a iniciativa do diálogo com o Senhor Bispo e sempre expusemos, por escrito, lógica e serenamente nossa posição. Na única reunião do Clero em que se tratou “ex professo” do assunto, tivemos apenas quinze minutos para falar. Historicamente não consta a existência dos “numerosos encontros de diálogo” do atual Bispo conosco, a que alude D. Luciano. Houve, sim, da parte de nossos opositores uma campanha de acusações gratuitas, apontando-nos como “dilapidadores do patrimônio da Mitra”, “ervas daninhas”, “envenenadores do rebanho”, “subversivos”, etc.
    II – As invectivas de D. Luciano contra nós, no campo doutrinário, são igualmente destituídas de fundamento sólido:
    1 – D. Luciano afirma que o novo Missal Romano cuмpre o que determinou o Concílio Vaticano II: “Os textos e ritos (…) exprimirem mais claramente as realidades sagradas que significam”. Ora, deu-se o contrário: as modificações, introduzidas nos textos e ritos da Santa Missa, após o Vaticano II, foram tão infelizes que provocaram reações, diante das quais a Santa Sé julgou que devia fazer certas revisões. A mais importante delas foi a nova redação do nº 7 da Introdução geral. O caso foi tal, que os bispos ingleses, na época, pediram à Santa Sé para continuar a usar o antigo Missal Romano (“O Globo”, 17/07/1071). D. Luciano nada diz das observações dos Srs. Cardeais Ottaviani e Bacci constantes da carta endereçada a Paulo VI, em que justificavam sua opinião contra a aceitação do Novo missal Romano: “As novas transformações na liturgia só conduzem a uma total desorientação dos fiéis, que já apresentam sinais de indiferença e de diminuição na fé”. E Suas Eminências aduzem “a torturante crise de consciência” de muitos padres, como lhes constava por testemunhos que possuíam “inumeráveis e cotidianos”. A última Carta da S.C. para a Doutrina da Fé, de 6 de agosto deste ano de 1983, confirma a existência de graves desvios doutrinários, surgidos na Igreja após o Concílio Vaticano II, cuja raiz vem a ser a falsa noção de Missa proposta no nº 7 da Institutio generalis (Cf. L’Osservatore Romano, de 11/09/1983, pg: 1 e 3).
    2. D. Luciano, citando Henri de Lubac, defensor de Teilhard de Chardin, diz que o uso do vernáculo é um retorno à Tradição. Em outras palavras, a adoção do Latim na Missa durante tantos séculos teria envolvido uma censurável ruptura com a Tradição. Acontece que o Papa Clemente XI condena a firmação de que é uso contrário à Tradição Apostólica e aos desígnios de Deus tirar ao povo simples a consolação de unir sua voz à voz de toda a Igreja (DS 2486). No mesmo sentido se pronunciou Pio VI ao condenar a proposição 66 do Sínodo de Pistóia, proscrevendo a introdução do vernáculo na Liturgia como coisa falsa, temerária, perturbadora da ordem prescrita na celebração dos Mistérios (DS 2666). O Concílio de Trento anatematizou aqueles que dizem que a Missa deve ser celebrada só em língua vernáculo (DS 1759). Como fecho destes testemunhos, verdadeiramente autorizados, da Tradição, o Vaticano II declara que o Latim é o idioma próprio do rito latino, é que os fiéis devem ser levados a dizer e cantar em Latim as partes da Missa que lhes competem (Const. sobre a Liturgia, nº 36 e 54).
    3. Sobre nossa posição em face da Missa Nova, D. Luciano se refere apenas a um folheto popular “60 razões porque…”. Não conhecerá a publicação: “A Missa Nova: um caso de consciência”, compilada por nós? D. Luciano parece querer impressionar o público com o seguinte quadro: 25 sacerdotes apenas, contra 3 Papas, 2.500 Bispos, 300.000 sacerdotes que aceitam tranquilamente o novo Ordo. Esta subjacente a afirmação de que a Igreja impõe de maneira definitiva a nova liturgia da Missa. Há um engano. De fato, a carta do Sr. Cardeal Baggio a D. Navarro parecia fechar peremptoriamente a questão: a Santa Sé não faria nenhuma concessão para o uso da Missa Tridentina. Baseado nesta carta D. Navarro fez um decreto impondo o “uso exclusivo” da Liturgia, assim chamada, renovada. Indo a Roma, informou-se melhor, e mudou de linguagem, afirmando o contrário, ao dizer que os padres poderão celebrar a Missa de S. Pio V sob certas condições (Jornal do Brasil, 28/01/83). Ademais é simplificar as coisas dizer que há uma aceitação “unânime, tranquila” e consciente do novo Ordo Missae. Pelas centenas de cartas que recebemos de todo o Brasil verificamos que a perplexidade suscitada pelo novo Ordo perdura na consciência de muitos sacerdotes. No mesmo sentido se expressaram os Cardeais Ottaviani e Bacci. Quanto à carta do Sr. Cardeal Casoria nós a publicamos lealmente, juntamente com a resposta que lhe enviamos, que ficou sem réplica.
    4. Em relação ao Concílio, D. Luciano vê nossa atitude como “trágica” e desleal. Desleal, porque somente agora “erguemos a viseira”. É bom que D. Luciano saiba que nunca ocultamos da Santa Sé o que sempre pensamos sobre o Concílio. Agora, forçados pelas circunstâncias, por um dever de consciência, o publicamos. O mesmo zelo que nos levava a calar, agora nos leva a falar. Se há algo de “trágico” é ver o Concílio Vaticano II, em alguns docuмentos, contradizer os ensinamentos de outros Concílios e do Magistério perene. Agora, está no dever de D. Luciano Cabral mostrar que é falso o confronto que apontamos dos Papas e Concílios anteriores, por nós citados no “Heri et Hodie”, nº 3.
    Não somos nós que contraditamos o Concílio Vaticano II, é o Concílio que contradita a doutrina do Magistério tradicional. E a contradição, todo ser inteligente, sobretudo um fiel instruído na doutrina verdadeira, está à altura de perceber. Não podemos, aliás, fugir à responsabilidade de ver e indicar a contradição nesses pontos, pois nenhuma autoridade nos pode eximir dessa responsabilidade (DS 3115).
    5. Concordamos com Sua Excelência quando afirma que quem guia a Igreja de Jesus é o Espírito Santo, pela voz do Papa e dos Bispos. Mas a Igreja, no Concílio Vaticano I, já explicou de que maneira: “O Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de São Pedro para que estes, sob a revelação do mesmo Espírito Santo, pregassem uma nova doutrina, mas para que, com sua assistência, conservassem santamente e expusessem fielmente o depósito da Fé, ou seja, a Revelação herdada dos Apóstolos”. (DS 3070).
    III – Conclusões e perguntas:
    1. Um questão fundamental se impõe: admite D. Luciano uma resistência legítima contra atos de um superior ou até de um Papa? – Pode um Papa favorecer um erro, e até perfilhá-lo, em docuмento oficial não infalível? – É contra a doutrina responder afirmativamente a essas perguntas?
    Respaldados em ensinamentos e exemplos de Papas Santos e Doutores, dos mais autorizados, respondemos que é perfeitamente de acordo com a doutrina católica a resposta afirmativa a essas perguntas. Que diz D. Luciano: cismático, rebelde ou herege quem defende essa tese?
    Uma outra questão: a evidência e a lógica mostram que os exacerbamentos do progressismo têm sua inspiração e raízes em reformas oficializadas pela Santa Sé. Exemplo vivo é a noção de Missa constante do nº 7 da Institutio generalis. D. Luciano, ao contrário, parece defender “toucourt” tudo quanto é oficial, condenando os abusos e defendendo todas as inovações. Como explica Sua Excelência que reformas tão boas, quase sempre e em toda parte sejam acompanhadas de frutos tão ruins?
    2. D. Luciano diz que a Igreja Católica no Brasil – leia-se CNBB – acompanha “com inquietação” nossa atitude.
    É de pasmar que nada inquiete tanto a D. Luciano que a CNBB neste Brasil. Nem os erros contra a fé propagados às escâncaras em edições de Vozes, Paulinas, em revistas como Vida Pastoral (Cf. nº 110, pg. 7-15; nº 112, pg. 17-20, Família Cristã, nº 541, jan. 1981, Ave Maria, 16/4/75, pg. 6).
    3. Será que faltamos à obediência prometida na ordenação ou é D. Luciano que nos quer impor uma obediência que não é conforme aos ensinamentos da Igreja?
    O grande São Bernardo ensina: “Aquele que faz um erro porque lhe mandam, faz menos um ato de obediência que de rebeldia. Faz uma inversão das coisas: deixa de obedecer a Deus, para obedecer aos homens”. (Cf. Oeuvr Completes de S. Bernard, Charpentier, Tomo I, Episto VII).
    Pelos 25 Padres “Tradicionalistas” de Campos
    Dom Licínio Rangel
    Folha da Manhã, 11.10.83

    http://www.fsspx.com.br/quando-obedecer-e-rebeldia/
    We conclude logically that religion can give an efficacious and truly realistic answer to the great modern problems only if it is a religion that is profoundly lived, not simply a superficial and cheap religion made up of some vocal prayers and some ceremonies...

    If the authority does not serve truth, the authority is defective.

    But defect does not automatically tell you how the defe